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A UNÇÃO DE CRISTO x A UNÇÃO DO SALVO
Será que o salvo é ungido com Espírito Santo? (3/3)
(*) Wilson Franklim
“Ora, vós tendes a unção da parte do Santo, e todos tendes conhecimento” (I Jo 2.20).
Conclusão
Conforme apontado, os textos não deixam dúvidas de que Jesus é o único que foi ungido por Deus com o Espírito Santo. Além disso, Jesus não poderia ser batizado no Espírito Santo porque esse batismo produz regeneração e Jesus nunca pecou. A unção de Jesus com o Espírito Santo visava capacitá-lo para sua tarefa de redenção.
Já os salvos são ungidos por Jesus ou por Deus Pai com as Escrituras Sagradas, com o Evangelho. Os salvos não são ungidos com o Espírito Santo porque já o são batizados e selados no Espírito (Ef.1.13; II Co 1.21).
A meu ver deveríamos ser mais criteriosos quanto ao uso da palavra “unção” em nosso linguajar “cúltico”. É uma palavra, especial, com significados diferentes, tanto para o nosso Senhor, os servos do Primeiro Testamento, quanto para nós os salvos de hoje.
A ênfase dada à palavra “unção” em muitos 'corinhos' é um grande equívoco que tem afastado os nossos irmãos da verdade. Logo, um culto em espírito e em verdade (Jo 4.24) deve falar, cantar e orar com entendimento (I Co 14.15; Mt 22.37). Usando palavras que sejam compreensíveis e exprimam de forma correta o nosso sentimento de verdadeiro adorador. Se necessitamos de “poder” devemos pedir “poder” e não unção. Se queremos unção estudemos e pratiquemos regularmente a Bíblia, porque a nossa unção é o conhecimento prático das Escrituras, portanto vem da Palavra de DEUS, a Bíblia.
| Escrito por Redação CBB |
| Atualizado dia 26/06/2013 às 16:03hs |
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A UNÇÃO DE CRISTO x A UNÇÃO DO SALVO
Será que o salvo é ungido com Espírito Santo? (2/3)
(*) Wilson Franklim
“Ora, vós tendes a unção da parte do Santo, e todos tendes conhecimento” (I Jo 2.20).
II. A Unção do Salvo (II Co 1.21 e I Jo 2.20,27)
O apóstolo Paulo em II Coríntios 1.21,22 afirma que há uma diferença entre unção e batismo no Espírito Santo ao afirmar: “Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus, o qual também nos selou e nos deu como penhor o Espírito Santo em nossos corações” (II Co 1.21-22). Note que Paulo não diz que tipo de unção é essa. Também não diz qual é o agente da unção. Apenas que essa unção nos confirma em Cristo.
Sobre o texto de I João 2.20-27, embora uma versão da Bíblia1 coloque equivocadamente o título sobre este texto de a “unção do Espírito”, o “ungidor” nesse texto é Jesus Cristo, conforme será demonstrado. Assim o título mais apropriado seria “A Unção de Jesus”, veja por que: De acordo com o v.20 “a unção recebida pelos leitores de João era de Cristo”.2 Tal fato, também é confirmado pelo v.27,28; onde Jesus Cristo é o “ungidor”. Observe que na frase “a unção que dele recebeste”, o pronome dele se refere a pessoa de Jesus. Isto é comprovado, facilmente, da continuidade dos vs. 23, 25 e 28.
A pergunta que surge agora é: Quem é o agente da unção, ou seja, Jesus unge com que? Creio que a resposta a esta pergunta está principalmente no versículo 27, na descrição das características desta unção.
Observe as afirmativas de João sobre essa unção:
2.1 João afirma que é uma unção interior, “vós tendes a unção”.
2.2. Diz ainda que é uma unção duradoura “a unção que dele recebeste fica (permanece) em vós”.
2.3. É uma unção completa “... e não tendes necessidade de que alguém vos ensine”.
2.4. É uma unção que tem grande abrangência “e como sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas”.
2.5. É uma unção verdadeira “e é verdadeira e não é mentira”.
Note que a última frase do versículo 27 diz que a unção ensina: “... como vos ensinou ela (a unção), assim nele (em Cristo) permanecei”. Ora quem nos ensina a respeito de Jesus Cristo? Que devemos permanecer nele? A Bíblia, a Palavra de Deus. Observe ainda que essa interpretação está de acordo com o vs 24 “portanto, o que desde o princípio ouviste, permaneça em vós...”.
Portanto, nós os salvos somos ungidos por Jesus, com a Palavra de Deus. Para nós a unção é o conhecimento prático da Escritura, ou melhor, a práxis da Palavra. É a Bíblia quem nos ensina a respeito de todas as coisas, em especial a sobre a Deidade de Cristo, e sobre os anticristos.
Em relação ao Espírito Santo, nós os salvos, fomos batizados no Espírito por ocasião de nossa regeneração (Ef 1.13). E o próprio Espírito, na sua atividade de paracleto, nos guia a toda verdade (Jo 16.13).
Nota: A palavra unção descrita em Tiago 5.14,15 não é chrisma, ali o autor sagrado usa a palavra grega “aleipho” que significa friccionar com óleo ou unto, ou besuntar (untar muito ou lambuzar).
Referências:
1. Sociedade Bíblica do Brasil. Versão Revista e Atualizada. São Paulo, 2ª. Ed 1995
2. Edward A. MacDowell. I.II.III. João in Comentário Bíblico Broadman. Rio de Janeiro, Juerp, 1990. p.242
| Escrito por Redação CBB |
| Atualizado dia 26/06/2013 às 16:01hs |
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A UNÇÃO DE CRISTO x A UNÇÃO DO SALVO
Será que o salvo é ungido com Espírito Santo? (1/3)
(*) Wilson Franklim
“Ora, vós tendes a unção da parte do Santo, e todos tendes conhecimento” (I Jo 2.20).
A meu ver, muitos crentes têm usado a palavra “unção”, ultimamente, de forma indevida, ou pelo menos com significado diferente daquele que lhe é atribuído pelo Novo Testamento para os salvos. De fato, nossas igrejas estão abarrotadas de “corinhos” pedindo a unção do (ou com) o Espírito. Mas ninguém diz o que é, ou mesmo para que serve essa “unção”.
Através do presente trabalho pretendo demonstrar que Cristo é o único que foi ungido com o Espírito Santo. Não há nenhum texto na Bíblia que afirme que o salvo é ungido pelo (ou com) o Espírito Santo. Com este indicativo, tentarei revelar que os salvos são ungidos por Jesus com a Palavra (as Escrituras) uma vez que todo crente, em Jesus, já é batizado no Espírito Santo. Vejamos.
Em primeiro lugar a palavra (substantivo) unção vem do termo grego chrisma.1 Esse termo aparece por apenas três vezes em todo o Novo Testamento, sempre na primeira epístola de João. O verbo “chio” significa ungir (com óleo) ocorre cinco vezes (Lc 4.18; At 4.27; At 10.38; II Co 1.21 e Hb 1.9): chisma era o óleo, ou a própria unção. No período do Primeiro Testamento os sacerdotes, os reis e profetas eram ungidos antes de assumirem os seus cargos (Ver I Sm 16.13; Ex 40.13; Is 61.1).2 Dentre outros significados, essa unção simbolizava que o Espírito de Deus estaria sobre a pessoa. O texto de Isaías 61.1 apresenta o Messias era ho Chistós, O Ungido de Deus. Já o adjetivo christos aparece mais de 500 vezes de Mateus 1.1 a Apocalipse 22.21.
I. A Unção de Cristo (Hb 1.8-9; Sl 45.7; Lc 4.18; At 10.38)
A epístola aos Hebreus 1.8-9 citando o Salmo 45.7 mostra que a unção de Jesus foi especial e a maior que poderia existir: “Mas do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos, e cetro de equidade é o cetro do teu reino. Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo da alegria, mais do que a teus companheiros (Hb 1.8-9).
A esse respeito, o Evangelho de Lucas trás o seguinte relato de Jesus: “o Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres ...” (Lc 4.18), no entanto é o próprio Jesus quem afirma que esta profecia (de Isaias) se referia a ele “hoje se cumpriu esta escritura aos vossos ouvidos”(Lc 4.21). Mas esse texto não especifica o agente da unção e nem o ungidor.
Todavia, vale acrescentar que Lucas, em Atos 10.38, amplia os horizontes do nosso entendimento, fazendo-nos ver: o “ungidor” e o “agente da unção” (isto é: com que Jesus foi ungido). “Concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder...”. Observe que o “ungidor” é Deus Pai e o agente da unção é o Espírito Santo. Não se sabe exatamente o que foi essa unção. Mas, não há dúvidas de que foi um ato de capacitação para missão de Jesus “o Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para por em liberdade os oprimidos” (Lc 4.18).
Portanto, Jesus foi ungido por Deus com o Espírito Santo para que pudesse estar capacitado a realizar sua missão de salvar o homem por completo. Isso faz muito sentido, porque Jesus não poderia ser batizado no Espírito Santo, como os demais salvos, uma vez que o batismo no Espírito pressupõe regeneração. E Jesus não tinha do que ser regenerado, por que ele é a salvação, principalmente porque Ele era e é O Santo.
Referencias
1. F. Wilbur Gingrich e Frederick W. Danker. Léxico do NT Grego/Português. São Paulo, Vida Nova, 1991. p.224.
2. Edward A. MacDowell. I.II.III. João in Comentário Bíblico Broadman. Rio de Janeiro, Juerp, 1990. p.241
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O DESAFIO DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL NA PÓS-MODERNIDADE (parte 4)
Por Denize Alcaide
2. O Desafio do baixo nível intelectual dos alunos
Como alguém que não sabe ler ou escrever, irá questionar uma pregação como sendo antibíblica? Como irá perceber que a verdade da Palavra de Deus está sendo usada com a finalidade de explorar sua fé? Mesmo aqueles que conseguiram chegar a uma formação secundária em nosso país, muitas vezes não têm uma formação adequada que permita aprofundar seus debates teológicos além do nível superficial, tornando-os uma espécie de reféns de qualquer tipo de ensinamento transmitido.
Quando o jornalista britânico Robert Raikes iniciou a Escola Dominical em 1780, seu objetivo primordial era de oferecer um ensino gratuito às crianças pobres. Já a Escola Bíblica Dominical atual é um reflexo do modelo americano em que o conhecimento bíblico tem ênfase no crescimento e na edificação espiritual em todas as faixas etárias. O ponto é, diante do quadro brasileiro em que o ensino sugerido é totalmente alienador, verificamos um empasse dualista, em que hora a Escola Bíblica Dominical pode ser um canal para reforçar os desmandos de certos pastores que em nome de Deus envolvem emocionalmente seu público, hora estamos diante do anti-intelectualismo que permeia a cultura de um modo geral.
Chegamos à conclusão até aqui, que duas vertentes anticristãs estão causando estragos nas igrejas ditas evangélicas: As igrejas que assumiram os princípios da pós-modernidade, e as que ainda não chegaram nem mesmo na Modernidade. Vivem em uma espécie de cristianismo, que a autoridade eclesiástica está acima da autoridade escriturística. Supervalorizando a figura do líder como uma espécie de “super-homem de Deus”. Ė ele quem determina as normas de conduta, com base na sua palavra pessoal e inquestionável, uma espécie de protótipo da liderança espiritual da Idade Média. Mas por que no Brasil ainda se observa este tipo de mentalidade? Paulo Freire vai fazer uma abordagem crítica do quadro social brasileiro em seu livro Pedagogia da Autonomia, mostrando a miséria
humana
e a exclusão social brasileira.
Portanto, dois tipos de analfabetismos derivam deste quadro: o analfabeto total, ou seja, aquela pessoa que nem mesmo teve a oportunidade de pegar em um lápis na vida; e o analfabeto funcional, aquela pessoa que sabe ler, mas não compreende o que está sendo lido. Os sociólogos alegam que o grande número de excluídos dentro das igrejas evangélicas se deve ao fato do sentimento de amparado por ela auferido; pela esperança futura que o cristianismo dá ao falar das recompensas da vida por vir e do sofrimento que cessará, por exemplo. Além disso, seu ingresso na igreja seria por receberem alguns benefícios imediatos através de programas sociais. Desta forma algumas lideranças abusam da inocência e despreparo dessas pessoas, manipulando-as para o fim que desejam, revelando um caráter corrompido, abominável e hipócrita da autoridade que dizem possuir.
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O DESAFIO DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL NA PÓS-MODERNIDADE (parte 3)
Por Denize Alcaide
1. O Desafio do Aprendizado Bíblico
O que fazer para que nossas igrejas tenham um aprendizado bíblico, crítico e maduro, nestes dias de tanta confusão sobre o real entendimento da Palavra de Deus e a disseminação de uma teologia anticristã? Primeiro temos que lançar nossos olhos para a Bíblia como Palavra de Deus, inerrante e infalível. Depois temos que buscar nossas fontes históricas para detectarmos as origens dessas heresias em nosso meio; em terceiro lugar, temos que deixar a inércia da teoria e partir para o engajamento prático na reformulação do entendimento teológico cristão.
Hoje, o Jesus apresentado não é mais o histórico, mas uma mistura sincretista da religiosidade pagã. A Bíblia para muitos é apenas um amuleto para espantar o mal. Precisamos cuidar para que nosso dogmatismo excessivo, não nos afaste de transmitir as verdades bíblicas sem tocar os corações. À medida que somos indiferentes aos reais questionamentos de nossos alunos em face aos paradigmas vigentes, revelaremos um interesse puramente teórico da teologia, tornando nosso estudo como qualquer outro. Nossa motivação primária deve ser o conhecimento de Deus para obedecê-lo, através de sua Palavra como regra de fé.
“Todos têm um desejo natural de saber. Mas de que serve o conhecimento sem o temor de Deus? Sem dúvida um lavrador humilde serve a Deus melhor que um filósofo orgulhoso que tenta entender o rumo do céu”. (KEMPIS, Tomás de. A imitação de Cristo. São Paulo: Martin Claret, 2003. p. 127).
Temos como desafio, a falta de uma teologia correta; a necessidade da compreensão histórico-filosófica cristã; uma pedagogia que promova um ensino de qualidade; um entendimento psicológico que valorize cada aluno como ser criado à imagem e semelhança de Deus; e, uma espiritualidade genuína por parte dos educadores cristãos que promova a glória de Deus, não só pela ênfase no conteúdo ministrado, mas principalmente por serem exemplos de vida a serem imitado.
| Escrito por Redação CBB |
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O DESAFIO DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL NA PÓS-MODERNIDADE (parte 2)
Por Denize Alcaide
Os Obstáculos Enfrentados pela EBD
Identificar os reais problemas de nossa era ajuda-nos a enfrentar os perigos das heresias, impedindo que estas criem raízes no meio do povo de Deus. Ignorá-los tratando-os como inofensivos, só aumentam os riscos de ver minado as bases da Bíblia como normativa. Se os alunos de nossas Escolas Dominicais não estão sendo devidamente capacitados para um embate bíblico, devemos nos preparar para que estes mesmos a considerem em desuso e descrédito. Essa nova forma de piedade, em que o homem assume o lugar de Deus, destronando-o de seu soberano senhorio adéqua a teologia à conveniência pessoal.
“Como cristãos, é preciso que entendamos que não há palavra tão sem sentido como a palavra deus até que ela seja definida. Nenhuma outra palavra tem sido usada para ensinar conceitos tão completamente opostos como a palavra deus. Portanto, não nos deixemos confundir. Há muita ‘espiritualidade’ ao nosso redor, querendo se associar à palavra ou ideia deus. Trata-se antes do relacionamento com aquele que existe. E é um conceito totalmente diferente”. (SCHAEFFER, op.cit, p. 222.)
Entendemos que não estamos fora deste mundo, mas que os princípios que norteiam nossas vidas são os da Palavra de Deus. Portanto, ministrar um ensino que promova somente o crescimento intelectual sem tocar nos afetos gerando transformação de vidas, é infrutífero e desperdício, tanto quanto, atribuir ao fracasso de nossa falta de preparo, como falta de espiritualidade por parte de nossos alunos é irresponsabilidade e incoerência.
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O DESAFIO DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL NA PÓS-MODERNIDADE (parte 1)
Por Denize Alcaide
Pressupostos da Pós-Modernidade
Se voltarmos um pouco ao passado, veremos que a Teologia Liberal só apareceu no cenário, após algumas lentas mudanças ocorridas desde a Modernidade. Por exemplo, analisando na perspectiva do pensamento Moderno, o conhecimento era algo necessário, acessível e bom. Isso caracterizava uma demanda para busca de um método científico que fosse validada pela razão, ou seja, os métodos racionais e humanos eram uma demonstração correta para qualquer análise científica, filosófica, política, etc. O Racionalismo primou pelo o uso da razão, dando mais relevância aos pensamentos filosóficos, porém em linhas gerais, o Empirismo preocupou-se com uma abordagem sobre o conhecimento pautado na experiência. Os argumentos do Modernismo pouco a pouco foram sendo desconstruídos na figura de Nietzsche, Kant e outros.
Inaugura-se a Pós-modernidade com total abandono das ideias Iluministas, abrindo espaço para nova construção intelectual deixando de considerar a verdade como universal. Todos esses pressupostos filosóficos invadiram o seio das igrejas evangélicas que se viram confrontadas pelo desmantelando da razão e da verdade absoluta. Objetivamente, podemos questionar quais implicações da Pós-modernidade desafiam a estrutura da Escola Bíblica Dominical. Francis Schaeffer alerta para a questão da nova teologia, que por trás de uma suposta piedade apresentava uma realidade maquiada por uma ortodoxia anticristã.
“A esta altura parece já ter ficado evidente que o Cristianismo e a nova teologia não mantêm nenhum vínculo, exceto no uso de uma terminologia comum, aplicada com sentidos bem diferentes”. (SCHAEFFER, Francis. O Deus que intervém. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2002. p. 156).
O pensamento pós-moderno teve como canal a televisão, as artes, a música, a filosofia, a literatura, e outros meios pelos quais sorrateiramente foi transformando a sociedade e introduzindo seus pressupostos. A irracionalidade invadiu a cultura vigente, a tal ponto que a maioria dos seminários cristãos passou a produzir teólogos anticristãos.
“Historiadores batizaram o século XIII de ‘Era da Fé’ e chamaram o século XVIII de ‘Era da Razão’. O século XX tem sido chamado de muitas coisas. ‘Era Atômica’, a ‘Era dos Ditadores’, a ‘Era de Aquário’. Contudo, ele merece um título mais que os demais: a ‘Era do Irracionalismo’. Os intelectuais seculares contemporâneos são anti-intelectuais. Filósofos contemporâneos são antifilosofia. Os teólogos contemporâneos são anti teologia”. (ROBBINS, John W. The Crisis of our Time [Texto]. Disponível em: https://gospelpedlar.com/articles/Apologetics/crisis.html . Acesso em: 06 de julho de 2007.)
Desta forma, a rejeição em absolutizar as verdades bíblicas como regra de fé tem produzido indivíduos interessados somente na “verdade” produzida para auto satisfação. O homem atual é livre para formular sua própria ideia de Deus, destituída das verdades cristãs. No mundo pós-moderno, a centralidade em Deus é obsoleta, afinal, em qual concepção de “deus” os homens irão crer? Se a Bíblia é um mito ultrapassado, então o que é o Cristianismo? A fé deixa de ser racionalmente fundamentada na revelação especial, e passa a ser uma formulação distinta e secular. Como resultado, a autoridade e inefabilidade da Bíblia são desacreditadas. Consequentemente, descarta-se tudo que traz implicações para um envolvimento genuíno com os padrões bíblicos. Infelizmente percebemos que muitos educadores cristãos não têm a Bíblia como regra de conduta, mas seguem a demanda dos dias atuais. A partir daí, um novo tipo de cristianismo emerge dentro de nossas igrejas com uma concepção de um “Deus” que existe para fazer o homem feliz.
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